Expectativa de vida

A expectativa de vida média das pessoas tem aumentado de forma importante nos últimos anos. Tal fato se deve a diversos fatores, entre eles, a compreensão da relação entre os fatores de riscos cardiovasculares, como a hipertensão, diabetes e tabagismo, com a mortalidade. Hipócrates, pai da medicina, já dizia no século V antes de Cristo, que os gordos morrem naturalmente mais que os magros. Entretanto, foi somente a partir dos estudos iniciados em 1948, em Framingham, vilarejo no estado de Massachusetts nos Estados Unidos, que se pode constatar que diferentes fatores interferem com a expectativa de vida das pessoas. Descobriu-se, por exemplo, que a hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo quando presentes, isolados ou em associação, tem relação direta com aumento da mortalidade. E, o mais importante, estes fatores não apenas se somam quando presentes num mesmo paciente como se imaginava, mas pelo contrário, e muito pior, eles se multiplicam, elevando assustadoramente o risco de morte. É exatamente desta observação e pela importância que ela revela que advém a iniciativa de persistir na orientação do paciente para mudar seu estilo de vida, pois para cada fator eliminado ou atenuado, isto é, controle da hipertensão arterial, do diabetes e cessação do tabaco, está se retirando um fator multiplicador do risco total de morte das pessoas.