Vacinação contra a gripe

Vacine-se contra a gripe!
A maior pandemia que se tem na história da humanidade foi a gripe espanhola de 1918, durante a primeira grande guerra mundial. Conhecida como gripe espanhola porque teria começado na Espanha e percorrido o resto do mundo. Foram cerca de 100 milhões de mortes, o que correspondia na época a 5% da população mundial. Morreu cerca de 1/3 da população europeia. Avançou por todos os continentes e dizimou exércitos inteiros pela aglomeração dos soldados. Somente no Brasil foram 300 mil mortes, inclusive do Presidente da República na época, 1919, Rodrigues Alves. Personalidades da época também faleceram pela gripe, como a educadora Anália Franco. Surpreendentemente o vírus da época era o próprio vírus influenza A H1N1 que também em 2009 foi responsável pela pandemia da gripe suína, que na época se constituiu em alerta 6, máximo, pela OMS. Em 2016 voltamos a ter novos casos, inclusive com muitas mortes no Brasil. 12174 casos de gripe e 2220 óbitos notificados, 18% de mortalidade. E neste ano, embora não haja nenhum motivo para pânico, algumas evidências apontam para aumento de precaução principalmente nos extremos das idades, isto é, crianças e idosos, além de alguns grupos especiais (gestantes, pacientes com comorbidades, diabeticos, reumatológicos em vigência de terapia imunossupressora, pacientes oncológicos, cardiopatas e portadores de doenças pulmonares de base,como DPOC, asma e enfisema). As evidências são que os vírus já circulam por alguns estados brasileiros como foram notificadas a ocorrência de 8 mortes por H1N1 em Goiás, 2 casos recentes na cidade de Taubaté-SP, e na última semana, de acordo com Instituto Adolfo Lutz, 2 mortes em Rio Claro-SP, por H1N1. Aliado a isto nos EUA, como divulgado pela impressa, os vírus circularam em 49 estados americanos, 46 mil pacientes infectados, epidemia, e com mortalidade elevada. Destaca-se, ainda, que lá houve circulação também do vírus H3N2, além do H1N1 como ocorrido aqui em 2016. Assim, a considerar que o inverno ainda não começou e já termos casos desta gripe confirmada, isto exige uma precaução maior. Início súbito de febre alta e tosse, são sinais que diferenciam a gripe de um resfriado comum. Outros possíveis sintomas sao dor de garganta, diarreia e vômito, coriza e dor nas articulações. Como se previnir? Lavar as mãos frequentemente, cobrir a boca com um lenço ao tossir ou espirrar, uso máscaras, abrir portas e janelas para melhorar a ventilação, evitar aglomerados de pessoas e vacinação. Qual o melhor período para se vacinar? Antes do inverno, mas a vacinação pode acontecer em qualquer fase do ano. A vacina é segura? Sim, a vacina contém formas inativas dos vírus. No caso da vacina tetravalente que temos no CENTROCOR, ela contém 2 cepas do vírus A ( H1N1 e H3N2) e duas linhagens do vírus B conhecida como linhagem Victoria e Yamagata. Quais as reações da vacina? Normalmente não ocorre nenhuma reação, exceto dor eventual no local da picada e, muito esporadicamente, febrícula autolimitada. Quem não deve tomar a vacina da gripe? A vacina da gripe está indicada para todas as pessoas, a partir de 6 meses de vida, principalmente nas de maior risco como descrito. A vacina deve ser postergada somente se o paciente estiver com alguma condição clínica como pneumonia e com febre. Quem tomar a vacina da gripe não pega gripe? A vacina da gripe confere imunidade em torno de 70% em termos de proteção para os vírus inativos contidos na vacina, e esta proteção diminui ao longo de 1 ano, uma vez que especialmente o vírus influenza A, H1N1 e H3N2, são formas altamente mutantes de ano para ano, obrigando a revacinacão anual para garantir maior segurança. Assim, a vacina protege contra estas 4 formas mais graves da doença, mas o individuo ainda pode desenvolver outras gripes provocadas por vírus menos agressivo, menos letal, como apenas para citar, vírus sincicial respiratório, adenovírus, rinovírus, coksackie virus, etc, além dos resfriados, evidentemente, que também são causados por vírus.
Desta forma, concluo dizendo que a forma mais segura e impactante em termos de prevenção é a vacinação. Proteja-se!

 

 

 

Curso Anual de Eletrocardiografia do Professor João Clima

Do Básico ao Avançado: Aulas Teóricas e Estações Práticas.

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Data: 14/03/19 à 30/05/19

Horário: 19:30h às 21:45h

Local: Auditório Gran Hotel Morada do Sol – Av. Brasil, 477, Centro, Araraquara – SP

Programação Científica:

Módulo I 
Aula – 14.03.19
Eletrocardiograma: Anatomia do Coração, Conceitos e Princípios Fundamentais

Aula – 21.03.19
Eletrocardiograma Normal

Módulo II
Aula – 28.03.19
Sobrecargas Atriais e Bloqueios Atrioventriculares

Sobrecargas Ventriculares

Módulo III
Aula – 11.04.19
Bloqueio de Ramo, Hemibloqueios ou Bloqueio Fasciculares

Módulo IV
Aula – 18.04.19
Síndromes Coronárias Agudas (isquemia, lesão e necrose)

Módulo V
Aula – 25.04.19
Arritmias Cardíacas: conceito, mecanismo e classificação

Módulo VI
Aula – 02.05.19
Bradiarritmias: bradicardia sinusal, arritmia sinusal, bloqueio sinoatrial, parada sinusal, marcapasso

Módulo VII

Aula – 09.05.19
Taquiarritmias Supraventriculares: taquicardia sinusal, taquicardia atrial, fibrilação atrial, flutter atrial, taquicardias paroxísticas supraventriculares (TRN, TAVs), taquicardia juncional

Módulo VIII

Aula – 16.05.19
Taquiarritmias Ventriculares: TV monomórficas, TV polimórfica, torsades de pointes, taquicardia bidirecional, flutter ventricular, fibrilação ventricular, cardiodesfibrilador implantável

Módulo IX

Aula – 23.05.19
Eletrocardiograma em Situações Especiais: hemorragia meníngea, distúrbio hidroeletrolítico, repolarização precoce, ação de medicamentos, pericardite, canalopatias e hipotermia

Módulo X
Estações Práticas – 30.05.19
Treinamento em casos clínicos de FV/ TV, taquiarritmias, bradiarritmias, AESP e assistolia

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Conhecendo um pouco da história das vacinas

Dentre todas as medidas preventivas de doenças e de todo avanço tecnológico da medicina, a vacinação representa uma das maiores conquistas da humanidade no enfrentamento de doenças, e nenhuma outra medida representa tamanho impacto, em termos de saúde pública ou não, na promoção de saúde.

A história das vacinas se iniciou há mais de 1000 anos no continente asiático e foram os chineses que iniciaram a variolização que é contato de pústulas de pacientes infectados pela varíola com indivíduos sadios, como forma de induzir quadros mais leves da doença. Mas foi por volta do início do século XVIII que a doença chegou ao continente europeu. Nesta época poucas pessoas passavam pela juventude sem adquiri-la e as taxas de mortalidade variavam entre 10 a 40%.

O médico inglês Edward Jenner (1749-1823) observou que mulheres ordenhadoras de vacas contaminadas pelo cowpox vírus, vaccínia ou varíola das vacas, não desenvolviam a doença e que a sua imunidade se devia a infecção não perigosa da doença, isto é, pela pele e não pela via respiratória, permitindo resposta imunológica ao indivíduo antes que houve replicação do vírus.

É histórica a passagem em que Napoleão Bonaparte, em 1805, ordenou a vacinação de todos os soldados franceses contra a varíola. Cerca de aproximadamente 170 anos mais tarde, o vírus da varíola teria sido erradicado do planeta, um dos maiores feitos da medicina preventiva.

Foi somente em 1870 que Louis Pasteur e Robert Koch puderam estabelecer a relação de causa e efeito entre microrganismo patogênico e certas doenças. Pasteur através de experimentos com várias passagens em vitro descobriu a técnica de atenuação, capacidade de diminuir a virulência de uma bactéria sem perder a sua antigenicidade ou capacidade de produzir anticorpos. Por volta de 1885, criou a vacina contra a raiva, doença viral fatal, em geral transmissível ao homem através da mordedura de um mamífero infectado.

Em 1949, ocorreu o primeiro cultivo de vírus em laboratório, com empregos das técnicas de atenuar ou inativar, gerando a produção de vacinas, porém, não mais apenas na forma de organismos inteiros ou de suas toxinas inativadas que produziam muitos efeitos colaterais. Este feito valeu aos pesquisadores, o Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 1954.

A primeira geração de vacinas do século XX, anteriores a Segunda Guerra Mundial, não são tão sofisticadas como as atuais, mas foram suficientes para reduzirem significativamente a morbidade e a mortalidade de diversas doenças infecciosas, dando credibilidade aos programas de prevenção como aos que temos hoje.

No Brasil, vale destacar os trabalhos de Oswaldo Cruz, médico e sanitarista de reconhecimento internacional. Atuou no combate a violenta epidemia de peste bubônica, em 1900, no Rio de Janeiro, com extermínio de ratos, cujas pulgas transmitiam a doença. Posteriormente, Oswaldo Cruz estabeleceu a relação entre febre amarela e a picada de mosquito fêmea infectado, cuja redução de casos da doença somente aconteceu após a adoção de medidas sanitárias pela população.

A vacina contra a febre amarela só viria em 1937. Data de 1971 a ocorrência no Brasil do último caso de varíola. Somente em 1977 foi instituído o primeiro Calendário Básico e o Cartão de Vacinas com as vacinas obrigatórias para os menores de um ano de idade. Desde então, o número de vacinas e a população alvo foi sendo ampliada, inclusive por meio de campanhas, com deferência para a vacinação para o rotavírus humano em 2006, a campanha nacional de vacinação contra a rubéola para jovens e adultos em 2008, a campanha contra o vírus influenza H1N1 e a inclusão de vacinas contra infecções pneumocócicas (pneumocócica 10 valente) e meningocócicas C em 2010. Em 2011, a ampliação da vacina contra hepatite B para a faixa etária entre 20 e 24 anos de idade.

Embora tenha havido progresso a cada ano na adoção de medidas preventivas contra diversas doenças infecciosas como ampliação do calendário de vacinas, o surgimento de novos agentes infecciosos ou de novas cepas virulentas por meio de mutações, obriga a comunidade médica a manter constante o desafio de desenvolver e aprimorar novas tecnologias no campo da imunização.

Setembro vermelho

Dada a importância das doenças cardiovasculares em termos de saúde pública e a sua alta prevalência, inclusive em termos de mortalidade, o mês de setembro ganhou a cor vermelha, SETEMBRO VERMELHO, para simbolizar a importância da prevenção dos fatores de risco cardiovasculares (estresse, sedentarismo, obesidade, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo, etc) na redução de eventos (infarto do miocárdio, angina, acidente vascular cerebral, etc).

SETEMBRO VERMELHO coloca em evidência a importância na mudança do estilo de vida para preservação da saúde. Inclui-se dieta adequada, pobre em sal e gorduras saturadas (especialmente objetivando reduzir alimentos processados, industrializados, ricos em sódio e gordura como os queijos amarelos, etc), prática de exercícios físicos regulares, combate ao estresse inclusive do ambiente de trabalho, higiene do sono (redução de iluminação e ruídos excessivos no momento de dormir, uso de tablets e celulares em horários de repouso, aparelhos de TV no quarto, etc) e combate ao tabagismo e a obesidade.

SETEMBRO VERMELHO chama a atenção para a prevenção dados os inúmeros riscos para a saúde. A saúde é uma conquista diária que deve ser preservada a todo custo, de todas as formas, das inúmeras agressões que a vida moderna nos proporciona.

 

Colesterol alto

 O QUE É COLESTEROL? o colesterol pode ser considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo.  Está presente em alimentos de origem animal ( Ex: carne, leite integral, ovos, etc.)
 Em nosso organismo o colesterol desempenha funções essenciais, como produção de hormônios e vitamina D. No entanto, o excesso de colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, entre elas o infarto.
QUAIS OS SINTOMAS ? o colesterol alto não apresenta sintomas.
COMO É O TRATAMENTO ? Existem remédios para controlar o colesterol alto mas a mudança  no estilo de vida com dieta adequada e a prática de exercícios físicos regular, constitui-se em medida sustentável e indispensável de controle.